Caxito – Moradores do bairro Kitonhe, em Caxito, vivem há meses cobertos de poeira devido às obras de reabilitação da Estrada Nacional 100. O troço entre o Hospital Provincial do Bengo e a Nova Marginal está por concluir desde o início do ano e já compromete a saúde das famílias e o faturamento do comércio local.
A circulação diária de camiões e máquinas pesadas levanta nuvens de pó que entram nas residências e lojas. Segundo os moradores, a empresa responsável fez aspersão de água apenas nos primeiros dias e abandonou a medida.
“Todos os dias limpamos a casa mais de cinco vezes por causa do pó. A situação tornou-se muito difícil para quem mora mesmo à beira da estrada”, desabafou um morador que preferiu não se identificar.
Para além do transtorno, há receio quanto à saúde pública. O residente Paixão Lino teme o aumento de doenças respiratórias.
“Essa poeira que respiramos todos os dias pode trazer problemas como tuberculose. E a população já vive em condições difíceis”, alertou.
O atraso na pavimentação é outra queixa. Domingos Leitão defende celeridade na conclusão dos trabalhos.
“Seria melhor que o asfalto fosse concluído o mais rapidamente possível. A poeira dificulta a circulação e até deixámos de usar roupas brancas porque ficam imediatamente sujas”, disse.
No comércio, o prejuízo é direto. O empresário Kito Martins afirma que o movimento caiu devido ao encerramento parcial da via e à poeira.
“As pessoas já não querem parar aqui para consumir. Basta ficar cinco minutos neste local para sair completamente coberto de poeira. Isso tem afectado muito o nosso negócio”, explicou.
As obras na EN100 tiveram início no primeiro trimestre deste ano. Meses depois, continuam por terminar, o que tem gerado insatisfação. Moradores e comerciantes pedem aceleração da empreitada e medidas imediatas para minimizar os impactos.
A reportagem tentou contacto com a empresa responsável pela obra, mas até ao fecho desta edição não obteve resposta.
Por: Domingos Piriquito
