Os jornalistas da imprensa pública angolana iniciam no dia 18 de Maio a primeira fase da greve geral. O protesto é contra os baixos salários, as más condições de trabalho e a falta de promoções na carreira.
A decisão foi aprovada neste sábado, 9 de Maio, em Assembleia Geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, após o Governo falhar a promessa de resolver a situação até janeiro deste ano, conforme o caderno reivindicativo entregue.
Segundo o sindicato, a greve terá a duração de três dias com garantia de serviços mínimos. Os telejornais da TPA e da TV Zimbo, os noticiários da Rádio Nacional de Angola em todas as emissoras provinciais e na Rádio Mais, assim como a tiragem das Edições Novembro e do Jornal O País, ficam suspensos.
Serão apenas noticiados em nota de rodapé na TV os temas de grande relevância, como calamidades ou tragédias.
Em declarações à imprensa, o secretário-geral adjunto do Sindicato e porta-voz da greve, André Mussamo, afirmou que “esgotámos todas as vias de diálogo. O Executivo prometeu resolver até janeiro e não cumpriu. Os jornalistas estão sem aumento há anos, sem progressão e a trabalhar sem condições mínimas de dignidade”.
Mussamo acrescentou que “esta greve não é contra o povo angolano. Por isso garantimos serviços mínimos. Mas não podemos continuar a informar o país enquanto as nossas famílias passam necessidade. Apelamos ao Governo para voltar à mesa e negociar com seriedade”.
O sindicato não descarta novas fases de paralisação caso não haja resposta do Executivo após os três dias de greve.
