Moradores da Centralidade do Capari, na província do Bengo, dizem que os serviços sociais existentes na zona ainda não respondem às necessidades de uma população que cresce a cada ano. A reclamação centra-se na ausência de infraestruturas básicas como espaços de lazer, campos multidesportivos, centros de formação profissional, armazéns de bens alimentares e no reforço da saúde e do comércio.
“Falta quase tudo” na centralidade, resume o morador Márcio Cabusso. O jovem Kadiambico Luengo defende maior intervenção das autoridades e questiona a ausência de um estudo de viabilidade mais abrangente antes da construção da urbanização.
“Queremos mais serviços hospitalares e mais estabelecimentos comerciais, porque os que existem são insuficientes para responder à procura da população”, afirma.
No Bloco 8, Estácio Paim diz sentir-se limitado pela escassez da oferta. Para o residente, quanto menor a disponibilidade de serviços, maior é o impacto no custo de vida das famílias.
Gisela de Sousa reconhece que a centralidade já conta com algumas estruturas, como instituições bancárias e escolas. Ainda assim, defende que o aumento da oferta é indispensável para acompanhar o crescimento populacional.
A segurança surge também entre as principais preocupações. Mariela Paulo pede mais polícia de proximidade para travar roubos na via pública. “A minha mãe já foi assaltada. Ameaçaram-na com uma arma branca e levaram o telemóvel”, relata.
Apesar de já dispor de serviços básicos, a Centralidade do Capari continua a carecer de mais infraestruturas e de novos equipamentos. Os moradores defendem que essa expansão é necessária para garantir melhores condições de vida e mais dinamismo na zona habitacional.
Construída no âmbito do programa habitacional do Governo angolano para reduzir o défice de casas no país, a Centralidade do Capari foi projetada para acolher milhares de habitantes. Os residentes defendem que o crescimento da oferta de serviços deve acompanhar a expansão da população.
Por: João Muginga
