As duas pontes colocadas à disposição da população no bairro Riceno, em Caxito, têm sido frequentemente ignoradas, sobretudo pelas crianças, que optaram por criar uma passagem improvisada e estreita sobre a vala de irrigação, desafiando diariamente o perigo.

Além dos menores, vários adultos também utilizam a travessia improvisada, ignorando as pontes construídas para garantir uma circulação mais segura de pessoas e máquinas.

Maria Carlos, moradora da zona, conta que já presenciou um acidente envolvendo uma criança. Segundo relata, um menino que se dirigia a uma aula de Educação Física desequilibrou-se ao atravessar a passagem improvisada e caiu na água. Felizmente, foi socorrido a tempo, evitando uma tragédia.

Outro morador, Pedro Miguel, considera que a passagem improvisada representa uma vantagem para a comunidade. Na sua opinião, as pontes existentes encontram-se distantes e localizadas em pontos pouco estratégicos para os moradores.

Questionado sobre os riscos enfrentados pelas crianças, respondeu: “Há necessidade de responsabilizar os pais que permitem que os seus filhos brinquem neste local”.

Por sua vez, o presidente da Comissão de Moradores do bairro Riceno, Noé Simão, informou que, apesar de não haver registo de acidentes graves até ao momento, já existe um plano para remover a passagem improvisada, por representar um risco para a população.

Importa referir que a situação ocorre no bairro Riceno, uma zona atravessada pela vala de irrigação de Caxito. Com o objectivo de encurtar a distância até ao Mercado Comunal de Caxito, conhecido popularmente como Mercado do Kawango, muitas pessoas optam por ignorar as duas pontes existentes na localidade e utilizam a travessia improvisada, colocando em risco a própria segurança.

Texto:Domingos Piriquito