No campo multiuso do Mifuma, localizado na comunidade de Caxito, as crianças acabam por recorrer a um espaço deteriorado para as suas actividades de lazer. Apesar do estado crítico das instalações e dos riscos evidentes, o local continua a ser frequentado por crianças, que o utilizam como área de brincadeiras, refletindo a escassez de espaços seguros para diversão na região.
O campo, que deveria ser um espaço de convivência e desporto, revela estruturas metálicas comprometidas e equipamentos em mau estado, levando a críticas por parte da comunidade e dos agentes desportivos. Recentemente, o espaço foi alvo de questionamentos públicos quanto à qualidade da sua estrutura, agravada pela inércia das autoridades locais. O olhar impávido das autoridades diante da falta de reabilitação levanta sérias preocupações sobre a segurança das crianças que frequentam o local.
Maninho, uma das crianças que se refugia ali, declarou: “Sempre que saio da escola, vou a este local, pois prefiro ficar aqui do que em casa, onde às vezes o ambiente não é favorável.” Outros, como Odeth e Daniel, que estavam a patinar no campo, também ignoram as condições precárias, afirmando: “Viemos brincar aqui porque não há outro lugar.”
A situação revela a falta de opções seguras para o lazer infantil, e a nossa reportagem constatou o nível de exposição das crianças a acidentes. Enquanto nenhuma medida concreta é tomada, várias crianças continuam a brincar numa área que deveria ser segura, mas que se transforma num local de perigo.
Além disso, as promessas da administração municipal de Caxito, que garantiu um trabalho de restauro, permanecem sem acção visível até ao momento. Essa inactividade é alarmante, pois uma análise mais profunda da situação do campo multiuso revela não apenas a deterioração física, mas também a falta de investimentos em infra-estrutura que atendam às necessidades da comunidade.
A urgência de intervenção por parte das autoridades não pode ser ignorada. É essencial garantir condições dignas e seguras para o desenvolvimento e bem-estar das crianças, transformando um espaço que hoje é sinónimo de risco num verdadeiro ambiente de lazer e convivência.
Texto: Gerson Carneiro, Marieth Armando e Loliana Pedro
