Moradores de vários bairros de Luanda, Icolo e Bengo, bem como de zonas circunvizinhas, manifestam preocupação com o possível regresso da cólera, face à crescente degradação das condições de saneamento básico.
Há semanas que a recolha de resíduos sólidos não é realizada de forma regular, contrariando o ritmo diário necessário para garantir a salubridade dos espaços urbanos. Como consequência, o lixo acumula-se em ruas, valas de drenagem e áreas residenciais, criando um ambiente propício à proliferação de agentes nocivos à saúde.
A situação agrava-se com a formação de charcos resultantes das chuvas recentes. Em diversos pontos, as águas estagnadas misturam-se com resíduos, aumentando o risco de contaminação e de propagação de doenças de origem hídrica, com destaque para a cólera.
Os moradores apelam à intervenção urgente das autoridades, defendendo a reposição imediata dos serviços de recolha de lixo e a implementação de medidas eficazes de saneamento. “O lixo está por todo o lado e, com estas águas paradas, ficamos expostos a várias doenças”, relatou um residente.
Especialistas em saúde pública alertam que a combinação de resíduos acumulados e águas estagnadas constitui um cenário de elevado risco, sobretudo em áreas densamente povoadas, onde a propagação de doenças pode ocorrer de forma acelerada.
Perante este quadro, intensifica-se o alerta da população para a adoção de medidas preventivas urgentes, a fim de evitar uma eventual crise sanitária nas referidas regiões.
Texto de Sílvio Francisco
