A Associação Cívica Uyele realizou, na sexta-feira, 10 de abril, uma visita ao Comando Provincial da Polícia Nacional no Bengo, num encontro centrado no reforço da cooperação institucional, segurança comunitária e liberdade de imprensa.

A iniciativa insere-se no projecto “Promoção da Liberdade de Expressão e de Imprensa nas Áreas Periféricas”, em curso na província, que prevê, entre outras acções, a criação de uma redacção comunitária no bairro Kingungo, em Caxito.

Em representação do comandante provincial, Delfim Kalulu Inácio, o segundo comandante provincial, Fernando Pedro Katemo Ukwahamba, considerou a visita um passo importante para aproximar a polícia da sociedade civil. O responsável destacou o papel do diálogo na identificação e resolução de problemas nas comunidades.

Na ocasião, garantiu que o comando provincial continuará empenhado na prevenção da criminalidade, apelando à colaboração activa dos cidadãos e das organizações cívicas na denúncia de práticas ilícitas, como forma de promover um ambiente mais seguro.

Por sua vez, os representantes da Uyele afirmaram que o encontro contribui para fortalecer as relações institucionais e criar maior proximidade com as autoridades. Segundo o mentor da associação, João Afonso, a visita permitiu dar visibilidade ao trabalho desenvolvido no Bengo e reforçar a necessidade de garantir segurança aos membros da organização, com destaque para os jornalistas em actividade no terreno.

“No exercício das nossas funções, lidamos frequentemente com situações de risco”, afirmou.

João Afonso sublinhou ainda que os jornalistas, além do papel profissional, são cidadãos que necessitam de protecção, sobretudo em contextos marcados por desafios relacionados com a delinquência.

Durante o encontro, foi também destacada a importância do cumprimento dos princípios éticos do jornalismo. Um dos representantes da associação alertou para a necessidade de maior rigor na prática profissional, defendendo a valorização do contraditório como forma de combater a desinformação.

“Há jornalistas que, por vezes, não cumprem princípios básicos da profissão. Quando as fontes estão abertas, melhora-se o acesso à informação e fortalece-se o jornalismo comunitário”, referiu.

O encontro decorreu num ambiente de diálogo e partilha de experiências, com ambas as partes a manifestarem abertura para o reforço da cooperação em prol da cidadania, transparência e segurança na província.

Texto: Sílvia Mário