Por: João Muginga

Passageiros em Caxito, província do Bengo, enfrentam longas horas de espera nas paragens de táxis com destino a Luanda. A situação afeta sobretudo estudantes e trabalhadores que residem na capital do país, mas que, por razões académicas e laborais, permanecem durante a semana no Bengo para reduzir custos.

O cenário é recorrente nesta época do ano, com destaque para a paragem do mercado do Cawango, tradicionalmente marcada por grande movimentação de pessoas e mercadorias. No período festivo, o fluxo de passageiros aumenta consideravelmente, impulsionado não só por quem trabalha ou estuda em Luanda, mas também por munícipes do Bengo que desejam passar as festividades junto das famílias na capital.

Desde as primeiras horas do dia, dezenas de pessoas acorrem ao local na tentativa de garantir um lugar nas filas. No entanto, o número reduzido de transportes privados que operam na província dificulta o atendimento da elevada procura, resultando em longos períodos de espera.

Alguns passageiros relatam permanecer entre vinte a trinta minutos ou mais expostos ao sol intenso, aguardando pelos táxis conhecidos como “azuis e brancos” ou pelos autocarros habituais.

Jéssica Fernandes, uma das passageiras ouvidas, apela a uma melhor organização e ao reforço da frota de transportes públicos. “Ficamos muito tempo à espera, enfrentando filas enormes para conseguir chegar a Luanda”, lamentou.

A escassez de transportes públicos no Bengo continua a ser uma das principais preocupações da população local. Apesar dos esforços do governo para melhorar a mobilidade na província, os utentes defendem a necessidade de mais investimentos e soluções eficazes, sobretudo em períodos de maior afluência, como o das festividades de fim de ano.