Agentes desportivos no Bengo manifestaram preocupação quanto à qualidade da estrutura metálica e às dimensões da quadra do campo multiuso localizado no bairro Mifuma, em Caxito, município do Dande.

Embora reconheçam a importância da construção da infraestrutura para o fortalecimento da união comunitária e para a promoção de actividades saudáveis entre os jovens, os agentes desportivos consideram que a obra apresenta falhas técnicas que merecem atenção.

Jorge Capita elogia a iniciativa, destacando que o espaço representa um passo significativo para a valorização do bairro Mifuma e para o reforço da convivência comunitária. No entanto, manifesta preocupação quanto às dimensões da quadra, que, segundo afirma, não obedecem integralmente às medidas oficiais exigidas para determinadas modalidades desportivas. O agente questiona ainda a qualidade da estrutura metálica instalada, levantando preocupações relacionadas à segurança dos utilizadores.

Para Capita, o espaço deve ser prioritariamente destinado à prática desportiva, e não apenas à realização de actividades religiosas ou encontros ocasionais de instituições públicas na província. Nesse sentido, apelou à Administração Municipal do Dande para que promova uma vistoria técnica conjunta com a empresa responsável pela obra, a fim de serem encontradas soluções que garantam melhores condições e maior segurança para os utentes.

Outro agente desportivo, Jardel Ndakalaco, considera a quadra polidesportiva um avanço relevante para o desenvolvimento do desporto na província do Bengo, uma vez que permitirá a prática de várias modalidades e oferecerá uma alternativa de lazer à juventude. Contudo, reforça que as obras devem respeitar rigorosamente as dimensões e normas regulamentares de cada modalidade, assegurando condições adequadas para a prática segura do desporto.

Ndakalaco apelou igualmente à preservação do espaço, sublinhando que a comunidade deve zelar pelo bem público, enquanto as administrações devem garantir manutenção regular e segurança, evitando a degradação verificada em anos anteriores noutras infraestruturas.

Por sua vez, o morador do bairro Mifuma, Carlos Nzinga, considera a obra uma mais-valia para a união dos jovens da comunidade e manifesta expectativa quanto ao cumprimento dos prazos estabelecidos para a conclusão dos trabalhos.

O acto de consignação da obra foi realizado no dia 28 de Março de 2025, num financiamento suportado pelo Programa Integrado de Desenvolvimento Local e Combate à Pobreza (PIDLCP). O projecto está a ser executado pela empresa T & J Quaresma Comercial Lda., sob a fiscalização da CRMH Comércio e Prestação de Serviços, com um orçamento de 40 milhões de kwanzas cujo prazo de execução era de oito meses.

Por : Sílvia Mário