O único posto de saúde existente na comunidade do Paranhos, situada a cerca de cinco quilómetros da cidade de Caxito, no município do Dande, província do Bengo, regista mensalmente cerca de 300 casos de paludismo, uma situação que tem causado grande preocupação entre os moradores locais.
Texto de Domingos Piriquito
Segundo a população, a situação torna-se ainda mais grave pelo facto de a unidade sanitária funcionar apenas no período diurno, das 8h às 15h, e somente de segunda a sexta-feira. Nos finais de semana e durante a noite, os doentes ficam sem qualquer assistência médica, correndo risco de vida em casos de emergência.

Bairro Paranhos
Em declarações à nossa reportagem, o chefe do posto de saúde, João de Almeida, explicou que a unidade conta apenas com três funcionários, que prestam atendimento à comunidade em dias alternados, devido à limitação de recursos humanos.
De acordo com o responsável, são atendidos diariamente mais de 15 pacientes, entre os quais cerca de 10 crianças e 6 adultos, sendo o paludismo a patologia mais frequente.
“O número de utentes varia consoante o dia, e muitas doenças surgem também em função das condições climáticas. Como sabemos, o nosso país é endémico, e por isso o paludismo é a doença mais registada. Mensalmente, contabilizamos em média cerca de 260 casos”, esclareceu.
A comunidade do Paranhos é maioritariamente habitada por camponeses e dispõe de algumas infraestruturas sociais, como escolas e este único centro médico, que funciona com limitações, não conseguindo responder plenamente às necessidades da população.
Recorde-se que a malária continua a ser apontada como uma das principais causas de morte em Angola, numa altura em que o Executivo angolano afirma estar a investir na construção e reabilitação de unidades sanitárias, com vista a melhorar o acesso aos serviços de saúde em todo o país.
