A falta de água potável, as estradas degradadas, a insegurança e a recolha irregular de lixo marcam o quotidiano dos moradores do bairro Farol das Lagostas, mais conhecido como “Bairro Uíge”. Há vários anos, a população enfrenta essas dificuldades enquanto aguarda por melhorias nas condições básicas.
O bairro apresenta um conjunto de desafios que condicionam a qualidade de vida dos residentes. Segundo os moradores, a via principal encontra-se degradada há anos e, embora tenha sido alvo de intervenções recentes, as obras decorrem de forma faseada, obrigando ao uso de acessos alternativos igualmente precários.
“Tem sido difícil, principalmente por causa da poeira. As crianças ficam muitas vezes doentes, mas acreditamos que a situação pode melhorar com o tempo”, relatou uma moradora, sob anonimato.
A escassez de água potável continua a ser uma das principais preocupações. Sem fornecimento regular há cerca de cinco anos, os moradores recorrem à compra de água ou à sua obtenção em pontos distantes, o que implica custos adicionais.
“Não é fácil, mas temos aprendido a gerir. Precisamos de água todos os dias e encontramos sempre uma forma de conseguir”, afirmou um residente.
A mobilidade e a segurança também representam desafios, sobretudo no período noturno. A falta de iluminação pública em algumas áreas e a irregularidade dos transportes dificultam a circulação e aumentam os níveis de insegurança na zona.
“À noite temos de ter mais atenção. Caminhamos com cuidado e evitamos andar sozinhos sempre que possível”, disse outro morador.
A recolha irregular de resíduos sólidos tem contribuído para o acúmulo de lixo em vários pontos do bairro, levantando preocupações de saúde pública.
Apesar das limitações, os moradores continuam a adaptar-se às circunstâncias, na expectativa de que as intervenções em curso e futuras iniciativas possam melhorar, de forma gradual, as condições de vida no Farol das Lagostas.
Por: Francisca José
