Vendedores e moto-taxistas do Mercado Comunal de Caxito, conhecido popularmente como Kawango, manifestam preocupação com a circulação diária de camiões na estrada que atravessa o mercado, alertando para o elevado risco de acidentes.
Impedidos de circular pela estrada principal da cidade de Caxito, os veículos pesados passaram a utilizar vias secundárias para o transporte de mercadorias. Uma dessas rotas passa pela estrada de acesso ao Mercado do Kawango, onde o intenso movimento de comerciantes, clientes e moto-taxistas aumenta o risco de acidentes.
Ana Augusto, comerciante no mercado, recorda que um moto-taxista morreu este ano na sequência de um atropelamento envolvendo um camião.
“Aqui mesmo, onde estamos a conversar, morreu um moto-taxista. O acidente aconteceu quando ele bateu com a cabeça no pneu de um camião e morreu no local”, contou.
Outro comerciante, Ilídio Kanda, defende que os camiões passem a utilizar uma rota alternativa, através da via do Bucula, em vez de atravessarem o mercado.
“Não entendo como a administração permite esta situação. Esses camiões deviam circular pela via do Bucula. Aqui corremos muitos riscos e eles não respeitam os peões nem os outros utentes da estrada”, lamentou.
Os moto-taxistas também dizem sentir-se inseguros com o tráfego constante de veículos pesados numa estrada que consideram estreita para este tipo de circulação.
Lucas André afirma que a preocupação é permanente.
“Todos os dias é a mesma situação. Esses camiões deixam-nos sempre apreensivos, porque a estrada do mercado é muito estreita para tanto movimento”, disse.
Perante a situação, vendedores e moto-taxistas apelam às autoridades competentes para que redefinam a rota dos camiões ou adoptem medidas que reforcem a segurança rodoviária na zona, evitando novos acidentes e protegendo comerciantes, clientes e demais utentes da via.
Por: Domingos Piriquito
