Associações que defendem os direitos da comunidade LGBTQI+ em Angola vieram a público repudiar a agressão a dois homens filmada e partilhada nas redes sociais. Nas imagens, as vítimas são cercadas, agredidas e humilhadas por um grupo de populares.
A Diversidade Masculina classifica o episódio como um ataque direto à dignidade humana. Em nota de repúdio, a organização afirma que “nenhuma pessoa deve ser alvo de violência, perseguição ou tratamento degradante em razão da sua orientação sexual, identidade ou expressão de género”.
A associação invoca o artigo 214.º do Código Penal Angolano, que criminaliza atos de discriminação e incitamento ao ódio com base na orientação sexual. Para a organização, a resposta do Estado deve ser imediata.
“Apelamos às autoridades competentes para que investiguem este caso com urgência, identifiquem os responsáveis e assegurem que sejam responsabilizados nos termos da lei. A impunidade apenas incentiva a repetição destes actos e coloca em risco a vida de outras pessoas”, sustenta.
A Associação Íris também condenou a violência e colocou-se à disposição para apoiar as vítimas. “Repudiamos qualquer tipo de violência. Nosso País tem lei e regras sociais, não vamos admitir esse tipo de crime”, refere a organização.
A Íris pede que quem conhecer as vítimas contacte a associação para dar seguimento a uma denúncia formal e ao apoio psicológico. O contacto disponibilizado é o +244 976 405 108.
Ambas as organizações fazem um alerta à sociedade. “Nenhuma diferença justifica agressões ou a violação dos direitos humanos”, escreve a Diversidade Masculina, que promete continuar a denunciar casos de violência e discriminação contra pessoas LGBTQI+ em Angola.
